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Carluxo sobe o tom e aprofunda clima de intimidação dentro do PL

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Nem mesmo o feriado foi suficiente para conter a escalada de tensão nas fileiras do PL. O pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, o “Carluxo”, decidiu usar as redes sociais para lançar um recado duro — e com forte cheiro de ameaça — a prefeitos, vereadores e lideranças do próprio partido.


Na postagem, Carluxo afirma estar fazendo um “levantamento” de quem não está promovendo Flávio Bolsonaro, classificando como “estarrecedor” o silêncio de boa parte das bases. Em seguida, avisa que levará o caso à executiva para “corrigir o mínimo óbvio”, deixando claro que, para ele, não há espaço para neutralidade: ou se alinha, ou será exposto. O discurso, travestido de organização partidária, soa na prática como um aviso direto — quase um ultimato político.


E como já virou padrão, bastou o apito ser soprado. Rapidamente, o que muitos descrevem como uma verdadeira “matilha raivosa” digital entrou em ação, atacando, cobrando e tentando constranger quem não segue à risca a cartilha bolsonarista. Entre os primeiros a aderir ao movimento está o senador catarinense Jorge Seif, que passou a reproduzir o tom agressivo nas redes, direcionando cobranças descabidas até mesmo à governadora do DF, Celina Leão (PP), apoiada recentemente por Michelle Bolsonaro.


Seif, aliás, volta ao centro das críticas não apenas pelo alinhamento automático, mas também pelo desempenho considerado fraco em termos de produção parlamentar para Santa Catarina. Cada vez mais, reforça-se a percepção de que seu principal projeto político é a defesa irrestrita da família Bolsonaro, enquanto temas relevantes ao estado ficam em segundo plano. Somam-se a isso episódios controversos do passado e embates de baixíssimo nível nas redes sociais, que desgastam ainda mais sua imagem pública.

Nos bastidores, o sentimento é de preocupação. O que se vê é a consolidação de uma estratégia baseada na pressão, na exposição e no constrangimento público — uma atuação que muitos já classificam como típica do “esgoto da internet”, onde o debate dá lugar ao ataque coordenado e à intimidação.


O resultado é um ambiente político cada vez mais tóxico dentro do próprio campo da direita. Em vez de articulação e unidade, cresce um clima de vigilância interna, onde a lealdade é medida por postagens e qualquer desvio é tratado como traição. Uma dinâmica que, longe de fortalecer o grupo, escancara suas fragilidades.



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