Centro-esquerda oficializa chapa e marca retorno de Merisio ao debate político em SC
- REDAÇÃO

- 17 de abr.
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A articulação da centro-esquerda em Santa Catarina ganhou forma e palanque nesta semana com o lançamento da chapa liderada por Gelson Merisio ao governo do Estado. O movimento reúne partidos como PT, PSOL, PDT e PSB e sinaliza uma tentativa de reorganização do campo progressista para a disputa eleitoral de 2026.
O ato marcou não apenas a consolidação da aliança, mas também a reentrada de Merisio no cenário político após anos de atuação mais discreta. Escolhido com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato assume o papel de principal nome da coalizão no Estado, com o desafio de dialogar com um eleitorado historicamente inclinado à direita.
Ao lado dele, a pré-candidata a vice-governadora Angela Albino (PDT) reforça o perfil político da chapa, que também apresentou nomes ao Senado, como Décio Lima e Afrânio Boppré, compondo uma frente ampla dentro do espectro da esquerda.
O evento teve forte simbolismo político. Lideranças históricas do campo progressista catarinense participaram do lançamento, entre elas Ideli Salvatti e Luci Choinaki, reforçando o discurso de unidade e reconstrução de uma agenda comum.
A estratégia da chapa passa pela construção de um plano de governo coletivo, que deve ser elaborado com participação de diferentes setores políticos e técnicos. A proposta é apresentar um projeto consistente para o Estado, mirando temas como desenvolvimento econômico, inclusão social e melhoria dos serviços públicos.
Sem adotar um tom agressivo, Merisio evitou confrontos diretos com adversários como o governador Jorginho Mello e o ex-prefeito João Rodrigues, apostando em um discurso mais conciliador. A linha adotada busca contrastar com a polarização recente, defendendo uma imagem de equilíbrio e diálogo.
O lançamento da chapa também carrega um reposicionamento político do próprio Merisio, que reconhece mudanças em sua trajetória e tenta se apresentar como uma alternativa capaz de transitar entre diferentes setores da sociedade catarinense.
Com a formalização da candidatura, a centro-esquerda entra oficialmente na disputa pelo governo do Estado, tentando ampliar seu espaço em um cenário político historicamente desafiador para esse campo ideológico em Santa Catarina.







