Jair Bolsonaro e Valdemar dando as cartas no PL de Santa Catarina
- REDAÇÃO

- há 8 horas
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A temperatura política em Santa Catarina subiu — e muito — neste início de ano.
Janeiro e começo de fevereiro têm sido marcados por intensas articulações de bastidores, especialmente dentro do campo liberal, onde alianças antes dadas como certas começam a ruir.
O governador Jorginho Mello (PL), que recentemente rompeu o acordo com o MDB ao anunciar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como seu pré-candidato a vice para 2026, agora vê seus planos serem frontalmente contrariados pela cúpula nacional do próprio partido. Valdemar da Costa Neto e o ex-presidente Jair Bolsonaro deixaram claro que as decisões estratégicas do PL em Santa Catarina não acontecerão sem o carimbo da executiva nacional.
Segundo reportagem publicada pelo portal Metrópoles, Valdemar teria procurado a deputada federal Caroline de Toni para comunicar que a vaga ao Senado, prometida por Jorginho Mello para ela, não estaria garantida. De acordo com a matéria, a vaga será para a Federação União Progressistas, e a deputada teria duas alternativas: ou permanece no PL e aceita ser candidata a vice na chapa de Jorginho Mello ou disputa novamente a Câmara dos Deputados, com a promessa de assumir a liderança do PL em 2027. Caso não aceite nenhuma das opções a executiva nacional irá intervir no diretório estadual para fazer valer a vontade de Jair Bolsonaro e da Executiva Nacional.
O recado não parou por aí. Nesta semana, Jair Bolsonaro também teria enviado um aviso direto às lideranças catarinenses do PL: se não houver confirmação pública de que Carlos Bolsonaro terá uma das vagas ao Senado em 2026, o diretório estadual do PL também sofrerá intervenção.
A deputada Ana Campagnollo (PL) voltou a afirmar nas suas redes sociais que, enquanto parte do grupo comemorava uma “chapa pura” ao Senado, Caroline de Toni estaria sendo pressionada a recuar — movimento atribuído a uma articulação de Valdemar, a pedido de Bolsonaro. Ainda atribuiu essa fritura à candidatura do ex-vereador carioca, Carlos Bolsonaro, que desde que chegou colocou abaixo todo o plano de Jorginho Mello.
Nos bastidores, a informação é de que o acordo com a Federação União Progressistas faz parte de um arranjo nacional para garantir a viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL). Resta agora saber se Caroline de Toni aceitará o redesenho imposto pela cúpula nacional, se não vai aceitar e sairá do partido para ser candidata por outra legenda ao Senado ou se uma eventual resistência acabará provocando uma fratura de grandes proporções no projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. Em Santa Catarina, a política segue fervendo — e sem sinal de esfriar tão cedo.












