Mercado agrícola em foco: acompanhe o comportamento dos preços do milho e soja
- REDAÇÃO

- 17 de mar.
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Preços da soja, milho e feijão variam em SC em semana de influência internacional sobre commodities
Os preços das principais commodities agrícolas registraram oscilações ao longo da semana em Santa Catarina, refletindo diretamente o cenário do mercado internacional, especialmente os movimentos da Bolsa de Chicago (CBOT) e a variação do câmbio.
No Estado, a soja apresentou relativa estabilidade, com leve variação entre as principais praças. Em Joaçaba, a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 121, enquanto em Lages chegou a R$ 120. Já em cidades como Caçador, Canoinhas e Palma Sola, o produto foi comercializado a R$ 119. Em Chapecó e Xanxerê, importantes polos do agronegócio catarinense, a cotação ficou em R$ 117 por saca.
O milho, por sua vez, apresentou maior variação de preços entre as regiões. Campos Novos e Chapecó lideraram com R$ 65 por saca, seguidos de Concórdia, com R$ 64. Em contrapartida, regiões como São Miguel do Oeste e Xanxerê registraram valores mais baixos, entre R$ 56 e R$ 57, evidenciando diferenças logísticas e de oferta.
Já o feijão preto apresentou os maiores níveis de oscilação. Enquanto em Lages a saca atingiu R$ 172, em Canoinhas foi cotada a R$ 166 e em Rio do Sul a R$ 167. Por outro lado, São Miguel do Oeste registrou um dos menores preços, com R$ 123 por saca, indicando disparidade significativa no mercado interno.
No cenário internacional, a semana foi marcada por alta volatilidade. Na Bolsa de Chicago, a soja voltou a operar acima dos US$ 12 por bushel, impulsionada por fatores como tensões geopolíticas, valorização do dólar e preocupações com a oferta global. O milho também acompanhou esse movimento de alta, sustentado pela demanda internacional e por ajustes na produção.
No Brasil, esses fatores refletiram diretamente nos preços internos. A valorização do dólar favoreceu as exportações, contribuindo para a sustentação das cotações, especialmente da soja. Além disso, o ritmo da colheita e as condições climáticas no Sul do país seguem sendo monitorados pelo mercado.
Especialistas apontam que, apesar da firmeza nos preços, o cenário ainda exige cautela por parte dos produtores. A instabilidade no mercado externo e as variações cambiais continuam sendo determinantes para o comportamento das commodities nas próximas semanas.
O momento é considerado estratégico, tanto para comercialização quanto para planejamento da próxima safra, em um ambiente que segue sensível a fatores globais e regionais.








