Santa Catarina registra prisão de 29 prefeitos nos últimos cinco anos por suspeitas de corrupção
- REDAÇÃO

- 9 de jan.
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Santa Catarina registrou a prisão de 29 prefeitos no exercício do mandato entre 2021 e 2026, segundo levantamento baseado em investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina. As operações ocorreram em diferentes regiões do estado e envolveram suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos, colocando o estado entre os que mais registraram prisões de chefes do Executivo municipal no país no período.
As detenções foram resultado de operações de grande porte, que avançaram sobre estruturas internas das prefeituras. As investigações concentraram-se, principalmente, em contratos de alto valor, com foco em áreas como coleta de lixo, transporte público, obras públicas e prestação de serviços terceirizados.
Forças-tarefa reunindo promotores, delegados e auditores atuaram de forma integrada. Como resultado, houve casos de prisões preventivas, afastamentos imediatos dos cargos e denúncias formais à Justiça, conforme o andamento das apurações.
O levantamento inclui municípios de diferentes portes, entre eles Criciúma, Lages, Canoinhas, Balneário Barra do Sul, Ibirama, Capivari de Baixo, Urussanga, Schroeder, Bela Vista do Toldo e Pescaria Brava. Em algumas situações, os prefeitos permaneceram presos; em outras, passaram a responder em liberdade.
Os gestores investigados pertencem a diversas siglas partidárias, o que evidencia que as apurações não se concentram em um único grupo político, mas atravessam diferentes legendas e regiões do estado.
A sequência de prisões gerou forte repercussão política e institucional. Especialistas avaliam que o número de operações reforça a atuação dos órgãos de controle, ao mesmo tempo em que expõe fragilidades nos mecanismos de fiscalização e governança das administrações municipais.
Com 29 prefeitos presos em cinco anos, Santa Catarina vive um cenário de fiscalização rigorosa, enquanto enfrenta o desafio de fortalecer controles internos e práticas éticas na gestão pública.








