Ulisses Gabriel é alvo de ação do MPSC que pede condenação e multa de até R$ 795 mil por atuação e uso político no caso do cão Orelha


O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça a condenação do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em uma ação de improbidade administrativa relacionada à condução e à divulgação da investigação sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis.
A 40ª Promotoria de Justiça da Capital pede uma multa que pode chegar a R$ 795 mil, além de R$ 200 mil por dano moral coletivo e outras sanções. A ação tramita sob sigilo na 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
Segundo o Ministério Público, a atuação pública de Ulisses durante o caso teria ultrapassado os limites da comunicação institucional e resultado em suposta promoção pessoal. A Promotoria cita mais de 40 publicações relacionadas ao caso e afirma que o então delegado-geral teria conquistado cerca de 75 mil seguidores no período.
O caso Orelha ganhou repercussão no início de 2026, após a morte do cão comunitário. Posteriormente, o próprio MP pediu o arquivamento da investigação sobre uma suposta agressão, após a análise de milhares de arquivos e evidências. As conclusões apontaram ausência de provas de que adolescentes investigados estivessem com o animal no momento da morte.
A defesa de Ulisses nega irregularidades e afirma que sua atuação ocorreu dentro das atribuições institucionais da Polícia Civil. O ex-delegado também declarou que ainda não havia sido formalmente comunicado da nova ação e que apresentará sua manifestação após ter acesso integral aos autos. Ulisses Gabriel é candidato a Deputado Estadual pelo PL nestas eleições de 2026.







