“Boquinha” de Carluxo no PL expõe a velha mamata da política e revolta até aliados em SC
- REDAÇÃO

- há 1 dia
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Em meio ao discurso de moralidade, combate aos privilégios e defesa do “dinheiro do povo”, um novo episódio envolvendo a família Bolsonaro escancarou aquilo que muitos eleitores mais criticam na política brasileira: a velha e conhecida mamata. O vereador licenciado e agora pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, o “Carluxo”, passou a receber um salário bruto de R$ 38 mil do PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto.
Na prática, a chamada “boquinha” garantiu a Carluxo um salário líquido de aproximadamente R$ 27,8 mil, bancado pela estrutura partidária, logo após sua renúncia ao mandato na Câmara do Rio de Janeiro. Ou seja: saiu de um cargo público e já caiu em outro contracheque de alto valor, agora dentro do partido.
A contratação aconteceu em dezembro do ano passado, no cargo de dirigente partidário, e o primeiro pagamento caiu na conta em janeiro, conforme dados da prestação parcial de contas do PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso reforça a percepção de que, enquanto o cidadão comum trabalha duro para pagar imposto, a elite política continua encontrando maneiras confortáveis de se manter muito bem instalada dentro do sistema.
E não para por aí. A folha de pagamento do PL já abriga também Michelle Bolsonaro, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro só deixou de receber pela legenda após impedimentos decorrentes de sua condenação no caso da chamada trama golpista. O que se vê, na prática, é um grupo político inteiro orbitando a máquina partidária, sustentado por recursos que, no fim das contas, também saem do bolso do contribuinte.
O caso ganha ainda mais repercussão em Santa Catarina, estado para onde Carlos Bolsonaro tenta transferir seu projeto eleitoral, mesmo sem trajetória política construída aqui. A movimentação já provoca forte reação nos bastidores e amplia o debate sobre oportunismo político, uso de estrutura partidária e a importação de candidaturas sem vínculo real com a realidade catarinense.








