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FIESC vê avanço estratégico para a indústria com acordo Mercosul–União Europeia

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • 20 de jan.
  • 1 min de leitura

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia como um passo estratégico a assinatura do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, firmada neste sábado (17). Em negociação há mais de 26 anos, o acordo conecta mercados que somam 720 milhões de consumidores e amplia a inserção internacional do Brasil, com potencial direto de fortalecimento da indústria catarinense.


Em 2025, a União Europeia superou a China e se tornou o principal destino das exportações de Santa Catarina. As vendas ao bloco europeu alcançaram US$ 1,35 bilhão, alta de 10,66% em relação a 2024, representando 11,1% de tudo o que o estado exportou no ano.


Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o momento é oportuno diante das tensões geopolíticas que reconfiguram as cadeias globais. Segundo ele, o acordo ajuda a diversificar mercados e reduzir riscos de mudanças bruscas nas relações comerciais. Seleme destaca ainda o papel estratégico de Santa Catarina como hub logístico e produtivo, favorecido por sua posição geográfica e infraestrutura portuária.


O acordo comercial abrange produtos e serviços, redução gradual de tarifas, regras de origem, investimentos e normas regulatórias. Ele é parte de uma parceria mais ampla que inclui áreas como tecnologia, sustentabilidade, direitos humanos e relações do trabalho.

Após a assinatura, o texto ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos dos países do Mercosul. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia gerou 21,8 mil empregos e movimentou R$ 3,2 bilhões em produção no país.



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