Gelson Merísio pode voltar ao jogo: bastidores e articulações para o Governo de SC em 2026
- REDAÇÃO

- 12 de jan.
- 2 min de leitura

Nos corredores silenciosos, longe dos palanques e dos discursos oficiais, a política catarinense começa a se movimentar com intensidade para 2026. E um nome que parecia fora do tabuleiro volta a circular com força: Gelson Merísio.
Ex-deputado estadual e três vezes presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Merísio hoje ocupa uma cadeira poderosa e estratégica no conselho de administração da JBS, uma das maiores empresas de proteína animal do mundo.
Segundo fontes muito próximas ao ex-parlamentar, ele avalia seriamente o convite para retornar à disputa eleitoral, desta vez como candidato ao Governo de SC pelo PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. O movimento, se confirmado, certamente tem força para reorganizar o xadrez político catarinense.
Merísio que em 2018, pelo PSD, foi ao segundo turno da disputa pelo governo de Santa Catarina, terminando derrotado por Carlos Moisés, impulsionado pela onda bolsonarista e do PSL de Jair Bolsonaro. Naquele pleito, Merísio era considerado favorito nos bastidores: tinha estrutura, alianças e capilaridade política. A derrota, porém, o afastou do cenário eleitoral direto — até agora.
A articulação por uma frente ampla
A estratégia em discussão vai muito além de uma candidatura isolada. A ideia que circula nos bastidores é a montagem de uma chapa ampla, capaz de angariar políticos e simpatizantes do centro, centro-esquerda e esquerda.
Nesse desenho, Décio Lima (PT) — atual presidente do Sebrae e ex-candidato ao governo — surgiria como candidato ao Senado Federal na chapa de Merísio. O movimento abriria espaço para atrair partidos como PDT, PSOL, PCdoB e Solidariedade, para a outra vaga ao senado, e suplências, formando uma coligação robusta, com grande número de candidatos a Deputados Estaduais e Federais, com capilaridade tanto em Santa Catarina quanto em Brasília.
JBS, Brasília e poder de articulação
Um dos fatores que mais pesa nessa equação é a posição atual de Merísio. Como braço direito dos irmãos Batista, controladores da JBS, ele possui forte influência no núcleo político e econômico, tanto em SC quanto em Brasília. Isso significa acesso privilegiado a ministérios, líderes partidários e ao próprio Palácio do Planalto. Nos bastidores, a leitura é clara: uma eventual candidatura de Merísio teria estrutura financeira, apoio político nacional e capacidade de articulação institucional.
Se Merísio confirmar sua entrada na disputa, uma coisa já é certa nos corredores do poder em Florianópolis e Brasília: pode redesenhar o mapa político de Santa Catarina para 2026.












