top of page

Ministro Haddad diz que alta da dívida está nos juros, e mercado reage mal

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • 20 de jan.
  • 1 min de leitura

Nesta segunda-feira (19/01/2026), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista que o principal problema da trajetória da dívida pública brasileira não é o déficit fiscal, mas sim o elevado nível dos juros reais, que pressionaria o endividamento do país. Segundo ele, o governo reduziu significativamente o déficit primário nos últimos anos e, por isso, a questão central para a sustentabilidade das contas públicas seria a taxa de juros e não o resultado fiscal em si.


A declaração, dada durante participação no UOL News, foi interpretada por analistas e investidores como um sinal de que o governo estaria relativizando a importância do ajuste fiscal convencional, ao enfatizar fatores externos como a política monetária sobre a conduta das contas públicas.


No mercado financeiro, o comentário gerou desconforto. Investidores têm observado com preocupação a trajetória da dívida bruta e a sensibilidade do endividamento aos juros altos, especialmente num cenário em que o Banco Central vem mantendo a Selic em patamares historicamente elevados para conter a inflação — elevando o custo financeiro da dívida em condições de taxa real elevada.


A reação foi refletida em movimentos de preços de ativos de risco e títulos públicos, com agentes ficando mais cautelosos diante da percepção de menor foco em medidas fiscais mais contundentes. A lógica do mercado tem sido a de que uma consolidação fiscal mais clara poderia aliviar a pressão sobre juros de longo prazo e melhorar a confiança nos ativos brasileiros.



bottom of page