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Ministério Público aponta indícios robustos e denuncia ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro (PL) por rachadinha

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • 22 de jun.
  • 1 min de leitura

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia à Justiça contra Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete do ex-vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), por suposta participação em um esquema de rachadinha na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Além dele, outros sete ex-servidores ligados ao gabinete também foram denunciados.


A denúncia foi aceita pela Justiça, que tornou os acusados réus pelos crimes de organização criminosa e peculato, delito caracterizado pelo desvio de recursos públicos. Na decisão, o juiz responsável pelo caso destacou a existência de indícios suficientes e elementos robustos para justificar o prosseguimento da ação penal.


Segundo as investigações do Ministério Público, Jorge Fernandes teria sido o principal articulador do esquema, coordenando contratações de assessores e recebendo parte dos salários pagos aos servidores lotados no gabinete. Os promotores sustentam que o suposto esquema funcionou entre junho de 2005 e dezembro de 2021, abrangendo praticamente toda a trajetória de Carlos Bolsonaro como vereador no Rio de Janeiro.


De acordo com a apuração, após receberem seus vencimentos, assessores realizavam saques e transferências bancárias em favor de Fernandes. O Ministério Público estima que os repasses tenham alcançado cerca de R$ 1,9 milhão. Entre os denunciados está a esposa do ex-chefe de gabinete, que teria transferido mais de R$ 800 mil para a conta do marido.


Embora o caso tenha origem no gabinete de Carlos Bolsonaro, o ex-vereador não integra a lista de denunciados nesta etapa do processo. Ainda assim, a investigação envolvendo seu nome foi reaberta pelo Ministério Público em 2025 e segue em andamento sob sigilo, após apontamentos judiciais sobre possíveis inconsistências na apuração anterior.



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