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O fim da aliança entre MDB e PL em Santa Catarina é confirmado

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

O presidente estadual do MDB em Santa Catarina, deputado federal Carlos Chiodini, subiu o tom nesta semana ao confirmar o rompimento político com o governador Jorginho Mello (PL). Em entrevista à rádio da capital, Chiodini deixou claro que o partido não apoiará a reeleição do atual chefe do Executivo e que o sentimento dentro da sigla é de frustração diante do que classificam como quebra de compromisso.


Segundo o dirigente, o MDB trabalhou durante um ano na construção de uma aproximação institucional com o governo, ampliando sua participação e contribuindo politicamente com a gestão. No entanto, a decisão unilateral de formar uma chapa, indicando o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice, foi interpretada como um gesto de desprestígio à história e ao peso do partido no Estado.


Nos bastidores, o discurso é ainda mais direto: faltou palavra. Lideranças emedebistas avaliam que houve um acordo político que acabou desconsiderado no momento decisivo. Para um partido com décadas de protagonismo em Santa Catarina, o gesto foi visto como desrespeito.


E força política é o que não falta ao MDB. Com ampla capilaridade nos municípios, bancada expressiva e tradição em eleições majoritárias, a sigla entra no novo cenário com musculatura para influenciar diretamente a composição das chapas. A tendência que ganha corpo nas conversas internas é clara: o MDB deverá indicar o candidato a vice em uma eventual chapa encabeçada pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).


O movimento é estratégico. Ao invés de ser coadjuvante, o MDB busca ocupar posição de protagonismo em um projeto onde seja, nas palavras de Chiodini, “sócio e não inquilino”. O recado é direto ao Palácio: o partido não aceitará ficar “na fila de espera política”.


Com diálogo aberto também com lideranças como o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), o MDB avalia os cenários com cautela, mas com convicção de seu peso eleitoral. O tabuleiro político catarinense começa a se reorganizar — e, ao que tudo indica, o MDB não apenas estará no jogo, como deverá ocupar posição central na definição da futura chapa de oposição ao atual governo.



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