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Santa Catarina abre quase 24 mil vagas na indústria, mas perde fôlego em 2026

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    REDAÇÃO
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


Mesmo com sinais de desaceleração, Santa Catarina segue mostrando força na geração de empregos industriais e continua entre os estados que mais contratam no país. Dados divulgados pelo Observatório FIESC revelam que o estado fechou o primeiro bimestre de 2026 com saldo positivo de 23.956 novas vagas na indústria, resultado que coloca Santa Catarina na terceira posição nacional no ranking de criação de empregos industriais.


O número é expressivo e confirma a robustez da economia catarinense, mas também traz um alerta importante: o ritmo de contratações está menor do que no mesmo período do ano passado. Ou seja, Santa Catarina continua avançando, mas já começa a sentir os efeitos de um ambiente econômico mais apertado.


A construção civil foi, mais uma vez, a principal responsável pela abertura de vagas no setor industrial, com 6.702 novos empregos formais nos dois primeiros meses do ano. Apesar da liderança, o setor já opera em um cenário mais desafiador. O saldo ficou 18,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, refletindo o impacto de juros elevados, custo da mão de obra e incertezas no mercado.


Outro destaque veio da indústria de alimentos e bebidas, uma das engrenagens mais fortes da economia de Santa Catarina. O segmento foi impulsionado pelo avanço das exportações de aves e suínos, além do bom desempenho no mercado interno. O estado registrou o segundo maior saldo de empregos do Brasil nesse setor no início do ano, mostrando que o agroindustrial catarinense segue competitivo e com forte capacidade de reação.


Já o setor têxtil, de confecção, couro e calçados, tradicional na economia catarinense, também teve desempenho positivo, com 4,6 mil novas vagas criadas no bimestre. Mas o segmento também perdeu força em relação ao ano passado, com queda de 34,8% no saldo de empregos. A explicação está, em parte, na retração do consumo: as vendas do varejo de tecidos, roupas e calçados no estado acumulam queda de 6% em 2026.


Somente em fevereiro, a indústria catarinense abriu 8.167 vagas, enquanto o setor de serviços liderou a geração total de empregos no mês, com 11.050 novos postos. No acumulado do ano, Santa Catarina já soma 41.528 vagas formais criadas em toda a economia.


O retrato do momento é claro: Santa Catarina continua contratando e crescendo acima da média nacional, mas o freio na velocidade da geração de empregos mostra que o estado não está imune às pressões do crédito caro, da perda de consumo e do custo de produção. A economia segue forte — mas agora exige mais cautela do setor produtivo.



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