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Santa Catarina agora pode exportar maçã diretamente pelos portos catarinenses

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    REDAÇÃO
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Com condições climáticas favoráveis, a safra 2025/2026 da maçã está alcançando bons resultados e a projeção é que a exportação da fruta produzida em Santa Catarina fique em torno de 20 mil toneladas. Mas há uma outra novidade boa nesta safra. A exportação da fruta ficou mais fácil. Agora, as maçãs já podem ser certificadas em São Joaquim e Fraiburgo por auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e prosseguir para transporte até o importador por meio dos portos catarinenses.


Os produtores do estado, por exemplo, podem escolher embarcar a carga pelo Porto de Imbituba, o mais próximo. Além dos ganhos pelo corte de custos, a redução do tempo de espera em terminal portuário representa mais dias de vida útil para a carga, que é perecível, em mais uma vantagem competitiva para a produção de Santa Catarina.


Anteriormente, as empresas precisavam levar a carga de maçãs até Vacaria, no Rio Grande do Sul, para passar por essa avaliação. A outra alternativa era levar a carga até o porto de Itajaí e lá aguardar a certificação fitossanitária. As duas opções geravam mais custo aos produtores com o transporte ou com as diárias para manter o container armazenado até a liberação da carga.



Sanidade é essencial para os negócios

A certificação sanitária é uma exigência feita pelos países importadores e visa garantir que a carga vegetal não contenha pragas. A sanidade vegetal é um dos fatores para o sucesso da maçã catarinense no mercado internacional e as ações de defesa sanitária conduzidas pela Cidasc têm papel decisivo neste quesito. 


Um dos melhores exemplos da eficácia do trabalho da Cidasc é a erradicação da Cydia pomonella, uma das pragas mais danosas para a pomicultura. O agente causador é uma mariposa (conhecida popularmente como traça da maçã), que deposita dentro da fruta ovos do qual eclodem larvas, prejudicando o desenvolvimento da maçã. Para erradicar a praga, os profissionais da Cidasc fizeram uma grande ação de monitoramento da presença mariposa, com instalação de armadilhas, e corte de árvores atingidas pela praga. 


Em relação à pomicultura, a Cidasc mantém também ações para o controle do cancro europeu das pomáceas, causada pelo fungo Neonectria ditissima. Diferentemente da Cydia pomonella, que ataca diretamente os frutos, esta praga afeta troncos, ramos e frutos da macieira. Com o tempo, a doença provoca a morte de partes da planta, afetando sua capacidade produtiva. O cancro europeu é considerado sob controle em Santa Catarina.


Além de realizar ações de monitoramento e orientar os produtores rurais, a Cidasc também atua na fiscalização das cargas de interesse agropecuário, para evitar a introdução destas e de outras pragas. A recomendação para produtores e para a comunidade em geral é não trazer sementes, plantas ou partes de plantas em viagens e adquirir mudas em comércio regularizado. Para a implantação de um pomar, devem ser adquiridas mudas frutíferas com certificação fitossanitária. 


Boas perspectivas para a safra

Santa Catarina é responsável por mais da metade da produção nacional de maçãs, de mais de um milhão de toneladas/ano. Nesta safra, a estimativa é colher nos pomares catarinenses mais de 265 mil toneladas de maçã gala e mais de 234 mil toneladas da variedade fuji. Além do aumento no volume, houve ganhos na qualidade das frutas, superior à registrada na safra anterior. 


A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) calcula que o consumo doméstico da fruta in natura é em torno de 750 mil toneladas por ano. A exportação é importante para os produtores, sobretudo quando há grandes safras, pois ajuda a manter uma boa média de preço quando a oferta de maçãs aumenta. A ABPM estima que as vendas ao exterior poderiam ser ainda maiores em 2026, se não fosse o conflito em curso no Oriente Médio, que pode impactar alguns negócios.



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