Megaoperações contra corrupção em SC bloqueiam R$ 120 milhões de empresas e servidores públicos
- REDAÇÃO

- 17 de mai.
- 2 min de leitura

Um dos maiores escândalos investigados nos últimos anos em Santa Catarina colocou novamente o poder público sob suspeita. O Ministério Público de Santa Catarina revelou o bloqueio de mais de R$ 120 milhões em contas de empresas e servidores públicos investigados por esquemas de corrupção envolvendo contratos milionários da prefeitura de Blumenau.
As medidas fazem parte de três megaoperações simultâneas conduzidas pelo Gaeco, que apuram desvios de recursos públicos em áreas estratégicas da administração municipal, incluindo obras públicas, merenda escolar e segurança nas escolas.
A principal delas, a Operação Ponto Final, concentra o maior volume financeiro investigado: mais de R$ 117 milhões bloqueados pela Justiça. Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia contratos de obras públicas firmados entre 2021 e 2024, em um setor que movimentou mais de R$ 600 milhões. As suspeitas apontam para a atuação coordenada entre empresários, servidores públicos e fiscais de obras, formando uma estrutura que operava dentro da máquina pública.
Entre os contratos investigados estão obras de grande impacto urbano, como a construção de dois terminais urbanos da cidade. Em um dos mandados de busca e apreensão, agentes localizaram mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na residência de um dos investigados.
Outra frente da investigação é a Operação Arbóreo, que apura desvios ligados à merenda escolar. O Ministério Público identificou movimentações de pelo menos R$ 3,6 milhões em propinas envolvendo contratos do setor alimentício.
Já a Operação Sentinela investiga irregularidades em recursos destinados à segurança escolar. Nesse núcleo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 760 mil supostamente desviados.
Ao todo, os bloqueios atingem 20 empresas e 15 pessoas, incluindo ex-servidores públicos. Um dos investigados acabou exonerado de um cargo público em Indaial após ter o nome envolvido nas investigações.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque parte do núcleo político ligado aos investigados atualmente integra espaços dentro do governo do governador Jorginho Mello. A conexão amplia o desgaste político em torno das investigações e aumenta a pressão por esclarecimentos sobre eventuais relações entre integrantes do governo estadual e os grupos citados nas operações.
O avanço das operações aprofunda o desgaste institucional e lança novas dúvidas sobre a fiscalização de contratos públicos milionários em Santa Catarina. Enquanto as investigações avançam, cresce também a cobrança da sociedade por responsabilização dos envolvidos e maior rigor no controle do dinheiro público.








