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Operações policiais revelam atuação de grupos criminosos organizados dentro do Governo de Santa Catarina

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Uma sequência de operações realizadas pelas forças de segurança de Santa Catarina e GAECO acenderam o alerta sobre a infiltração de esquemas criminosos e e servidores de cargos de confiança envolvidos em casos de corrupção fora e dentro da estrutura do Governo de Santa Catarina.


Agora, o foco das investigações chegou ao Detran-SC, alvo da Operação Efeito Dominó, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira. A ação apura suspeitas de fraude em edital público, favorecimento pessoal, manipulação de vagas e um possível esquema de “rachadinha” envolvendo gratificações pagas a integrantes das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações, as chamadas JARIs.


Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em cidades como Florianópolis, São José, Palhoça, Criciúma, Içara e São Lourenço do Oeste, além da cidade de Vitorino. As investigações apontam que agentes públicos teriam manipulado processos para beneficiar amigos, familiares e grupos ligados aos investigados.


O caso aumenta ainda mais a pressão sobre o Governo de Santa Catarina porque ocorre poucos dias após outra operação envolvendo o GAECO atingir diretamente a estrutura da Casa Civil do Estado. Na ocasião, um assessor ligado ao governo foi afastado após virar alvo de investigação do grupo especial do Ministério Público.


A sucessão de operações em diferentes setores do governo começa a levantar uma preocupação ainda maior entre investigadores e órgãos de controle: a possibilidade de atuação de uma estrutura organizada infiltrada dentro da máquina pública estadual.


Embora os casos ainda estejam sob investigação e os envolvidos tenham direito à ampla defesa, cresce a cobrança para que as autoridades avancem mais profundamente nas apurações para descobrir se os episódios são isolados ou se fazem parte de uma rede de favorecimentos, corrupção e influência política dentro do próprio governo catarinense.


Em nota, o Detran informou que as denúncias partiram da própria direção do órgão e que os servidores suspeitos já haviam sido afastados. Mesmo assim, as operações desta semana ampliam o desgaste político e reforçam a necessidade de uma investigação ampla para esclarecer até onde esse possível esquema pode chegar dentro da estrutura do Estado.



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