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Situação na Venezuela acende alerta em SC e FIESC analisa os riscos ignorados pelo governo federal

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • 9 de jan.
  • 1 min de leitura

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) acompanha com atenção o agravamento da situação política e econômica na Venezuela, mas avalia que ainda é cedo para mensurar impactos diretos sobre a indústria catarinense. Oficialmente, o comércio bilateral é pouco relevante: em 2025, respondeu por apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações do estado.


Apesar disso, os números revelam pontos sensíveis. Santa Catarina exportou cerca de US$ 15 milhões em máquinas agrícolas ao país vizinho. Do lado das importações, a dependência é maior em itens estratégicos: adubos e fertilizantes venezuelanos somaram US$ 126 milhões, representando 3% das compras catarinenses do setor, além de US$ 93 milhões em alumínio bruto, que colocou a Venezuela entre os principais fornecedores desse insumo.


Para a FIESC, o maior risco não está no comércio, mas nos efeitos colaterais da instabilidade regional, especialmente no campo migratório e no mercado de trabalho. Dados da Operação Acolhida indicam que mais de 27 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre 2018 e 2024, muitos deles absorvidos pela indústria para suprir a falta de mão de obra.


O presidente da entidade, Gilberto Seleme, alerta que mudanças no cenário venezuelano podem alterar esse fluxo. Em tom cauteloso, também defende que a posição diplomática brasileira não contamine negociações estratégicas com os Estados Unidos, como as discussões sobre o chamado Tarifaço.


Nos bastidores, porém, o episódio reforça críticas recorrentes do setor produtivo: a política externa do governo federal segue mais guiada por alinhamentos ideológicos do que por pragmatismo econômico, enquanto estados e indústrias permanecem expostos aos reflexos de crises regionais mal administradas.



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