Volta às aulas pesa no bolso das famílias com alta de preços dos materiais escolares
- REDAÇÃO

- 21 de jan.
- 1 min de leitura

Com o início do ano letivo, muitas famílias brasileiras já sentem o impacto financeiro da volta às aulas no orçamento doméstico. Segundo levantamento recente, a chamada “cesta de volta às aulas” — que reúne mensalidades, material escolar, uniformes, livros e transporte — subiu 5,32% em 2025, acima da inflação geral medida pelo IPCA (4,26%) e reforçando a pressão nos gastos familiares.
Um dos principais reflexos desse movimento está no aumento das mensalidades escolares, que acumulam altas próximas de 50% desde 2021 no ensino fundamental e médio, muito além da inflação acumulada no período.
Os materiais escolares — como cadernos, canetas, livros e backpacks — também chegaram mais caros neste ano, com mães e pais recorrendo cada vez mais ao e-commerce e promoções para reduzir a conta total.
Esse cenário econômico tem efeito em diversos setores:
• Transporte escolar e alimentação também contribuem para esticar o orçamento familiar no início do ano.
• Livros didáticos e materiais de estudo podem representar despesas significativas, especialmente quando não há opção de reutilização ou compra de usados.
• A soma desses custos coincide com outras obrigações financeiras típicas de janeiro, como IPTU e IPVA, ampliando a sensação de aperto nas contas.
Para enfrentar esse momento, especialistas em finanças recomendam pesquisa de preços, planejamento antecipado e aproveitamento de promoções, além da troca de materiais entre famílias e uso de alternativas mais econômicas quando possível.
O efeito da volta às aulas vai além do bolso das famílias — também movimenta o varejo, papelarias e o setor de serviços, reforçando a importância desse período para a economia brasileira como um todo.












