top of page

Eleição da reitoria da UFSC ocorre sob pressão e em meio ao desgaste da atual gestão

  • Foto do escritor: REDAÇÃO
    REDAÇÃO
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura

A eleição para a reitoria da UFSC entrou na reta decisiva em um dos momentos mais delicados dos últimos anos para a universidade. Mais do que uma simples disputa interna, a consulta à comunidade universitária acontece em meio a um ambiente de forte insatisfação com a atual administração, que vem acumulando críticas e denúncias sobre problemas administrativos, precarização da estrutura e aumento da sensação de insegurança no campus de Florianópolis.


Nos bastidores e entre estudantes, técnicos e professores, cresce a avaliação de que a UFSC vive um cenário de desgaste institucional. Entre os principais pontos apontados estão os atrasos nos salários de trabalhadores terceirizados, dificuldades no pagamento de fornecedores, além do estado de conservação considerado deplorável em áreas do campus central. A isso se soma uma preocupação cada vez maior com a onda de violência, furtos, assaltos e insegurança registrada no entorno e dentro da universidade, tema que tem ganhado força na campanha e ampliado a cobrança por mudança de rumo na gestão.


A crise, no entanto, já ultrapassou os muros da universidade. Nas redes sociais, cresce também a indignação de ex-alunos da UFSC, que passaram a relatar frustração e tristeza diante do atual cenário da instituição. Em comentários e publicações, muitos afirmam que a universidade, que durante décadas foi motivo de orgulho para Santa Catarina e referência nacional em ensino superior, hoje se tornou um símbolo de abandono, desorganização e decadência estrutural. Para esse grupo, a realidade atual da UFSC não apenas decepciona a comunidade acadêmica, mas também envergonha a sociedade catarinense, que sempre enxergou na instituição um patrimônio público de excelência.


É justamente nesse ambiente de forte pressão que a chapa 41 – Mudar para Transformar, formada por Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior e Felipa Rafaela Amadigi, passou a ganhar protagonismo na disputa. Nesta última semana, um grupo de ex-reitores da UFSC divulgou um manifesto público de apoio à candidatura de oposição, gesto que foi interpretado como um forte sinal político de descontentamento com os rumos da universidade e um apelo por renovação administrativa.


A chapa de oposição enfrenta outras duas candidaturas inscritas na consulta informal. A 52 – UFSC Unida, composta por Irineu Manoel de Souza e Rodrigo Otávio Moretti-Pires, e a 63 – Conhecer é Transformar, formada por João Luiz Martins e Luana Renostro Heinen. Nos bastidores, ambas são vistas por setores da comunidade acadêmica como chapas com ligação mais próxima ao atual grupo gestor, o que faz da eleição uma espécie de plebiscito sobre a continuidade ou não da condução atual da universidade.


O primeiro turno da consulta está marcado para 1º de abril, com eventual segundo turno em 14 de abril. A votação será presencial, das 8h às 21h, com uso de urnas eletrônicas, e terá caráter paritário: um terço do peso dos votos será de docentes, um terço de técnicos-administrativos e um terço de estudantes. O processo é coordenado pela COMELEUFSC, que já disponibilizou treinamento online para mesários e técnicos de urna, com apoio do TRE-SC.


Na prática, a eleição de 2026 na UFSC vai muito além da escolha de nomes. O que está em jogo é o futuro de uma das maiores universidades públicas do país, em um momento em que a comunidade acadêmica cobra respostas urgentes para problemas que deixaram de ser pontuais e passaram a simbolizar um verdadeiro caos de gestão.



bottom of page